sexta-feira, 29 de abril de 2011

Só.

Estou me transformando aos poucos num ser humano meio viciado em solidão. E que só sabe escrever. Não sei mais falar, abraçar, dar beijos, dizer coisas aparentemente simples como “eu gosto de você”. Gosto de mim. Acho que é o destino dos escritores.

haha

Caio F. Abreu

  • Como é incômodo estar diante de uma pessoa com quem se trocou emoção intensa e depois cruzar e dizer apenas: tudo bem?
  • Há uma porção de coisas minhas que você não sabe, e que precisaria saber para compreender todas as vezes que fugi de você e voltei.

terça-feira, 26 de abril de 2011

Você sente?

O que é que você sente? Você sente porque sente ou você sente porque quer sentir? Existem sentimentos idealizados, coisas que os poetas e escritores colocaram em nossa cabeça, coisas das quais sentimos falta, e necessidade de sentir, mesmo sem nunca ter tido nada semelhante. Tais sentimentos existem, ou seriam apenas criação de cérebros desocupados? Segunda opção, pra mim. Vivemos numa eterna busca por sentimentos idealizados, como se procurássemos por tesouros inexistentes, como que cavando buracos em cômoros. E nós estamos sempre querendo sentir. Queremos com tanta veemência, que não sabemos se estamos sentindo de verdade ou se estamos forçando a barra, fazendo tudo que é possível para acreditarmos que estamos realizados, felizes e... sentindo as coisas. Às vezes me pego sentindo nada, ou quase nada, mesmo quando tudo que quero é sentir algo. Tanto quero sentir que praticamente acredito na minha própria mentira. Acredito tão piamente que sinto que acabo sentindo, quando na verdade nada sinto.

Meu mundo se resume

a palavras que me perfuram, a canções que me comovem, a paixões que já nem lembro, a perguntas sem respostas, a respostas que não me servem, à constante perseguição do que ainda não sei. Meu mundo se resume ao encontro do que é terra e fogo dentro de mim, onde não me enxergo, mas me sinto.

domingo, 10 de abril de 2011

Né?

“Não sou de demonstrar sentimentos, mas sou cheio deles. Eu sofro em silêncio, amo com o olhar e falo por sorrisos.”

...às vezes.

Zoey: Estou cansada dos garotos serem uns idiotas.
Toby: No sétimo ano, pedi pro Sr. Rengis pra ser seu parceiro de ciências, sugeri a você vir aqui 5 vezes e você disse não. Fiz todo o nosso projeto. No oitavo ano te mandei 3 cartões de dia dos namorados, te mandei doces e rosas. Tentei ser romântico e você deu a rosa pra outra pessoa e jogou fora os cartões. No nono ano, no baile da escola te chamei pra dançar, você disse ”sim, me dê cinco minutos, preciso ir ao banheiro”. Te esperei voltar do banheiro por duas horas, você nunca voltou. No décimo ano, comprei pra nós ingressos pra ver sua banda favorita. Você disse obrigado, tirou eles de mim e foi com seu amigo. E agora no décimo primeiro ano estou confessando tudo isso no facebook, onde todos podem ver, pra te mostrar que na verdade, às vezes garotos são idiotas, às vezes são as garotas.

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