terça-feira, 19 de julho de 2011

Às vezes começo a pensar:

Eu queria ter um namorado. Que ele me pegasse depois das aulas em seu carrinho esporte colorido de dois lugares me levasse por aí, até os milharais, onde as hastes estivessem altas. Eu queria ter um cara louco por mim. Perdidamente, inteirinho meu. O tipo do cara que sentasse em seu carro, sem fazer mais nada, diante da casa da minha mãe no meio da noite, com os cabelos ainda molhados do chuveiro e vestindo uma camisa de algodão bonita e limpa. Daí, iríamos ao cinema nas noites de sexta-feira e nos sentaríamos lá, no escuro, nenhum dos dois realmente assistindo ao filme. Ou estacionaríamos diante da praia, deitaríamos na areia e contaríamos piadas. Enfiaríamos uma barraca de acampar na picape e iríamos por aí, para qualquer lugar. Tudo o que os outros veriam seria nossa poeira e fumaça.

Mas aí, eu desisto...

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Eu lamento pela humanidade.

Rebolation. Mulheres Frutas. Garotas que querem ser anoréxicas. A moda de ser bissexual. Funk. Corrupção. Colírios. Posers. Drogas. Abortos. Padres pedófilos. Pedófilos em geral. Garotas de treze anos que se vestem como vagabundas. Bandas de forró. Os Nardoni. O Goleiro Bruno. Pessoas que julgam. Pessoas que não têm respeito pelas outras. Pessoas que maltratam crianças. Pessoas que maltratam animais. Pessoas racistas. Orgulho Colorido. Campos de concentração. Ditadura Militar. Holocausto. Apartheid. Adultério. Divórcio. Gente idiota. Pessoas que cortam os pulsos. Padrões da sociedade que fazem garotas lindas de 14 anos se tornarem bulímicas. Pessoas que acham que só ficam legais quando bebem e acham bonito ficar bêbadas, porque "tá na moda". Gente que fala mal de pessoas que nem conhece. Garotos escrotos que dão em cima de tudo que se move. Perguntas anônimas do Formspring. Pessoas que puxam briga por qualquer assunto. Pessoas que mentem para aparecer. Fofocas. Pessoas que dizem “Ler pra quê?". Pessoas que não acreditam em Deus. É, eu realmente lamento pela humanidade.

O que é?

“No fundo, mesmo lendo tanto, pensando tanto e filosofando tanto, a gente gosta mesmo é de quem é simples e feliz. A gente não se apaixona por quem vive reclamando e amassando jornais contra a parede. A gente se apaixona por esses tipinhos banais que vivem rindo. E a gente se pergunta: que é que ele tem que brilha tanto? Que é que ele tem que quando chega ofusca todo o resto?”

Tati Bernardi.